Colecção Pessoa

A Colecção Pessoa foi lançada pela editora Tinta-da-china em 2013. Com direcção de Jerónimo Pizarro, nesta colecção foram publicados textos de Fernando Pessoa que correspondem a um trabalho de investigação detalhada do cânone pessoano.

TdC-ILivro do Desassossego

Edição de Jerónimo Pizarro.

Novíssima edição de uma das obras-primas da literatura moderna: nova organização, a ortografia original e a redefinição do cânone da autoria.

Jerónimo Pizarro, reconhecido estudioso pessoano, regressa às fontes dos textos que Fernando Pessoa pretendia incorporar no «Livro do Desassossego» e redefine o cânone da sua autoria. Com uma nova organização e aperfeiçoando a decifração de quase todos os fragmentos, este livro reúne os atributos para se tornar a edição de referência.

 

TdC-IIEu Sou Uma Antologia: 136 autores fictícios.

Edição de Jerónimo Pizarro e Patricio Ferrari.

136 autores fictícios, as suas assinaturas fac-similadas e 77 textos inéditos.

Em «Eu Sou Uma Antologia», Jerónimo Pizarro e Patrício Ferrari redescobrem as múltiplas individualidades de Fernando Pessoa.
Cada um dos 136 autores fictícios é apresentado por uma breve introdução, seguida das suas assinaturas fac-similadas e de um ou mais dos seus textos – de entre os quais se destacam 77 inéditos.

 

 

TdC-III

Livro do Desassossego (bolso)

Edição de Jerónimo Pizarro.

A obra-prima de Fernando Pessoa, em edição mais manuseável, com a ortografia actualizada.

Jerónimo Pizarro, reconhecido estudioso pessoano, regressa às fontes dos textos que Fernando Pessoa pretendia incorporar no «Livro do Desassossego» e redefine o cânone da sua autoria. Com uma nova organização e aperfeiçoando a decifração de quase todos os fragmentos, este livro reúne os atributos para se tornar a edição de referência.

 

TdC-IVAlvaro de Campos. Obra Completa.

Edição de Jerónimo Pizarro e Antonio Cardiello.

A obra de Álvaro de Campos está no âmago das vanguardas históricas, da poesia lírica moderna e da obra pessoana, tomada em conjunto. A Álvaro de Campos estão atribuídas as grandes odes sensacionistas, alguns dos maiores poemas lírico-dramáticos da literatura portuguesa e as «Notas para a recordação do meu mestre Caeiro», que deviam acompanhar o primeiro volume das obras reunidas projectadas por Pessoa: os Poemas Completos de Alberto Caeiro. Campos escreveu ainda cartas e avisos incendiários, deu entrevistas e respondeu a inquéritos, e infiltrou-se na vida e na obra de Pessoa.

 

TdC-VISobre o Fascismo, a Ditadura Militar e Salazar.

Edição de José Barreto.

Este volume reúne pela primeira vez todos os escritos de Fernando Pessoa sobre o fascismo, a Ditadura Militar e Salazar, metade dos quais inéditos. O pensamento político de Pessoa seguiu um trajecto sinuoso e hesitante, que o levaria da crítica demolidora da República democrática a uma defesa condicional da Ditadura Militar e, por fim, à rejeição do salazarismo. Pessoa foi uma voz pioneira na rejeição simultânea do comunismo e dos fascismos. Nacionalista místico, individualista radical e conservador liberal de «estilo inglês», acabou silenciado pelo regime de Salazar quando interveio publicamente em nome da liberdade do espírito e da dignidade humana.

 

TdC-VIIIObra Completa de Alberto Caeiro.

Edição de Jerónimo Pizarro e Patricio Ferrari.

Nascido em Lisboa, Caeiro foi um pastor que «viveu quasi toda a sua vida no campo» e que «não teve profissão nem educação quasi alguma». Ainda assim, Pessoa elevou-o à categoria de mestre de todos os heterónimos e de si mesmo. Mas que tipo de poeta é Caeiro: o mais natural ou o mais artificial que alguma vez existiu? Além de todos os seus livros de versos, o presente volume inclui vários inéditos, a versão integral do caderno de «O Guardador de Rebanhos», repleto de correcções e alterações, assim como os textos que Pessoa projectou para a grande apresentação europeia de Caeiro em 1914.

 

TdC-IXEu Sou Uma Antologia: 136 autores fictícios. (bolso)

Edição de Jerónimo Pizarro e Patricio Ferrari.

Nova edição, em formato de cantos redondos. 136 autores fictícios, as suas assinaturas fac-similadas e 77 textos inéditos.

Em «Eu Sou Uma Antologia», Jerónimo Pizarro e Patrício Ferrari redescobrem as múltiplas individualidades de Fernando Pessoa.
Cada um dos 136 autores fictícios é apresentado por uma breve introdução, seguida das suas assinaturas fac-similadas e de um ou mais dos seus textos – de entre os quais se destacam 77 inéditos.

 

TdC-XObra Completa de Ricardo Reis.

Edição de Jerónimo Pizarro e Jorge Uribe.

Dentro de Reis viveram, de facto, inúmeros: o neoclássico antagonista do Integralismo Lusitano, o prefaciador de Caeiro, o defensor da obra perfeita de Milton, o ensaísta interessado pela sexualidade, a ciência e a religião, o crítico do «christismo», o teorizador de um novo ideal pagão, o espectador do mundo como se de um jogo de xadrez se tratasse, o monárquico exilado, o médico semi-helenista, o poeta da fugacidade do tempo e da aceitação calma do destino. Este volume, que reúne pela primeira vez toda a poesia e prosa de Ricardo Reis, completa a trilogia que dá a ler, pela primeira vez em Portugal, as obras integrais de Caeiro, Campos e Reis.

 

TdC-XIComo Fernando Pessoa Pode Mudar a Sua Vida: Primeiras Lições

Carlos Pittella e Jerónimo Pizarro

Da obra genial de Fernando Pessoa, centenas de páginas permanecem desconhecidas. Com investigação meticulosa, Carlos Pittella e Jerónimo Pizarro resgatam da obscuridade textos (poemas, cartas, anotações, listas, artigos de imprensa e desenhos, esquemas, caricaturas, cartas astrológicas) que dão testemunho de como a literatura pode mudar as nossas vidas.
Contrariando a imagem cristalizada de um homem fantasmagórico que se isolava de todos para criar um universo interior, esta edição permite conhecer melhor o pensamento e a obra do escritor.

 

The poet with many faces

Fernando Pessoa, The Poet with Many Faces: A Biography and Anthology

Hubert D. Jennings

The Poet with Many Faces is the first biography of Fernando Pessoa in English. Written in the early 1970s by Hubert D. Jennings, the book was intended for publication in 1974, when the Carnation Revolution in Portugal interrupted the editorial plans. The once lost typescript is finally made available to the public, together with an anthology of 30 poems in English by Pessoa and his heteronyms, translated and compiled by Jennings.

 
 

Teatro Estático

Edição de Filipa Freitas e Patricio Ferrari.

Publicada no primeiro número da revista «Orpheu», «O Marinheiro» é a peça mais conhecida de Pessoa, embora não esgote de todo a sua criação teatral. A dramaturgia ocupou lugar de relevo na ambição pessoana de ser diverso e serviu de palco a todos os grandes temas da sua obra. Este volume colige 14 peças e muitos materiais inéditos, trazendo para a boca de cena mais uma das prodigiosas facetas criativas de Fernando Pessoa.

 

 

Fausto

Edição de Carlos Pittella.

Fausto é um ser humano lendário que busca um conhecimento quiçá impossível. Já o Fausto pessoano — uma parte crucial da criação teatral do autor — pode ser entendido de maneiras diversas: drama inacabado em cinco actos, ou obra inacabável e não-linear?
Esta nova edição, a primeira com aparato crítico, liberta o Fausto da pretensão de uma unidade não atingida, e a obra ressurge enquanto «novo» livro de poemas sobre a busca incessante do conhecimento e seus abismos.

 

 

Poesía – Antologia Mínima

Edição de Jerónimo Pizarro.

Este livro é um convite a «desaprender Pessoa», segundo a expressão do mestre Alberto Caeiro, e a lê-lo como se tivéssemos acabado de o descobrir. Ao arrepio de uma tendência recente que colocou o poeta num novo cenário, menos literário e cultural, e mais urbano e utilitário, o que esta Antologia Mínima propõe é a descoberta ou redescoberta de Fernando Pessoa através de alguns dos mais espantosos versos do século XX: da «Ode marítima» à «Tabacaria», passando por «Chuva oblíqua», «O mostrengo», «O guardador de rebanhos», «Opiário», «Autopsicografia» e muitos poemas menos conhecidos, sempre reveladores de um génio que continua a inspirar espanto, enlevo e admiração.

 

Misterio
 O mistério da Boca do Inferno: correspondência e novela policial
Edição de Steffen Dix.
Nesta edição bilingue, ela própria um demorado e paciente trabalho de detective sobre um dos mais fascinantes mistérios da literatura portuguesa, encontramos Fernando Pessoa em interacção com aquele que foi considerado «o homem mais perverso do mundo», o «Master of Darkness» em título: Aleister Crowley, que terá vindo até Lisboa só para conhecer o poeta.

 

 

 

 

Colecção Ensaios sobre Pessoa

 

O Silêncio das Sereias. Ensaio sobre o Livro do Desassossego. Paulo de Medeiros.

Professor de literatura da Universidade de Warwick, em Inglaterra, e especialista em estudos pessoanos, Paulo de Medeiros aponta novos e intrigantes caminhos para a interpretação do livro maior de Fernando Pessoa. Socorrendo-se dos escritos de autores como Jacques Rancière a Alain Badiou, por exemplo, traça paralelos com outros escritores contemporâneos de Pessoa e contribui para a decifração do «Livro do Desassossego» e do universo mental do poeta. Abordando temas como a espectralidade, a política ou a sexualidade na escrita de Pessoa, «O Silêncio das Sereias» é um ensaio fundamental para a compreensão mais profunda do «Livro do Desassossego»

 

TdC-VIIA Mais Incerta das Certezas. Itinerário Poético de Fernando Pessoa. Pierre Hourcade.

Edição y tradução de Fernando Camino Marques.

Entre 1930 e 1935, Fernando Pessoa e Pierre Hourcade, então um jovem crítico e tradutor francês, conviveram e mantiveram uma profunda relação de amizade. Hourcade foi o primeiro tradutor francês de Pessoa, mas também o primeiro estrangeiro a proclamar por escrito, logo na década de 1930, a importância e a dimensão universal da obra pessoana. Este livro, primeira vez traduzido e editado pelo especialista Fernando Carmino Marques, é um contributo imprescindível para o conhecimento da poesia de Fernando Pessoa e dos seus heterónimos.

 

Ler Pessoa. Jerónimo Pizarro.

Jerónimo Pizarro ilumina neste livro a galáxia Pessoa: da obra múltipla que constitui o Livro do Desassossego ao labor de Caeiro, o engenho de Campos e a coerência de Reis, passando pelo génio de tantos outros autores fictícios. Pessoa procurou ser «toda uma literatura», e Ler Pessoa é um tributo a esse universo.

 

 

 

 

OrientalismoAs Índias EspirituaisFernando Pessoa e o Orientalismo PortuguêsDuarte Drumond Braga

«Opiário» não é apenas o poema que inaugura a voz de Álvaro de Campos – também lhe atribui a missão de ir ao Oriente para com ele se desiludir e o transformar numa realidade interior, um «Oriente ao oriente do Oriente». Pela mesma altura, o Atlantismo, um dos muitos projectos modernistas de Fernando Pessoa, fala da necessidade de chegar, colectivamente, às «Indias Espirituaes».
Este livro é uma análise inédita do contributo pessoano para a fixação e transformação das formas de falar do Oriente na cultura e na literatura nacionais, revelando assim o pouco estudado orientalismo português como ingrediente essencial do próprio orientalismo europeu.